
Polêmico atleta do B do Circulo Militar de SP, comenta sobre sua carreira
MJ: Conta como vc começou, Jr?
FJ: Em 1991 no cisplatina, apareceu uma mesa de botão, jogavamos intermináveis partidas com os brianezzi, depois o professor da escolinha de futebol que era tecnico de futsal do Círculo, apareceu com os botões de acrilico e com as regras, deixamos de jogar botão para jogar Futebol de Mesa, um ano depois a mesa foi jogada fora e meus times voltaram para o fundo do armário..
MJ: E você parou de jogar?
FJ: Em 2002 passeando pelo Shopping 25 de Março vi um adesivo da Federação no vidro de uma loja, anotei o numero liguei e me informei. O Clube mais proximo da minha casa era a Superliga, foi lá que o virus do esporte entrou no meu sangue, e onde conheci uma das pessoas mais fantasticas nesse meio Edson Coelho o Tio Eddie quem o conheceu e conviveu com ele sabe o que eu estou falando.
MJ: Como você conheceu o Cidade Vargas, e como foi a transição da Superliga para lá?
FJ: A Superliga foi sacaneada pela Federação em 2003, e tio Eddie desfiliou o clube, eu trabalhava no banco e o gerente de lá era diretor do Vargas, conversavamos sobre o Futebol de Mesa, pedimos a ajuda do Leandrin, fizemos um projeto, apresentamos e ele abriu as portas do Vargas para nós.
MJ: O que representou o Vargas pra você?
FJ: Representou muito, foi lá que eu conheci grandes pessoas que me passaram a parte tática do jogo como o Tadeu, por exemplo. Infelizmente a época em que joguei no Vargas eu pouco atuei pois trabalhava no aeroporto com escalas malucas.
MJ: Sabemos que na época do Vargas existia uma certa rivalidade com o São Judas, como foi você se ver no clube rival, depois do fechamento do Vargas?
FJ: Isso nunca existiu, o Vargas recebeu muitos jogadores do Juventus que fechou na época, mas rivalidade que tinha era porque os dois clubes eram caçulas buscando chegar entre os grandes, o que ambos conseguiram logo no primeiro ano, infelizmente o Vargas teve vida curta, 3 anos, e quando ele acabou eu recebi o convite do São Judas.
MJ: A época do São Judas te deixou alguma mágoa ou frustração?
FJ: Nenhuma, fiz amigos para a vida toda, amigos que esse ano reencontrei em meu clube, foi no São Judas que ganhei meu primeiro titulo por equipes, e lá também foi onde recebi a primeira oportunidade de ser técnico foi do time B, e ficamos em 3º no campeonato, na frente do Maria Zélia, por exemplo.
MJ: Qual sua frustração no nosso esporte?
FJ: Até agora o fim da Superliga por uma barbariade cometida pela Federação na época.
MJ: O que podemos melhorar?
FJ: Divulgação é o principal, só atrairemos novos jogadores quando o esporte for melhor divulgado.
MJ: Como divulgar, na sua opinião?
FJ: Procuraria todos os meios de comunicação, investiria em matérias pagas.
MJ: Pretende alguma ação de marketing?
FJ: Essa parte eu não entendo, mas iria me cercar de gente competente.
MJ: O que você acha de clubes grandes que não aproveitam sua imagem para investir no legado do esporte?
FJ: É complicado, mas na minha opinião para jogar o campeonato por equipes o clube tinha que obrigatoriamente ter um time Sub-18, como aliás, em qualquer esporte, a situação da categoria de base hoje e dramática, e situações urgentes requerem medidas urgentes.
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